EDIÇÃO 2019 19 DE JANEIRO, SÁBADO ENTRADA LIVRE sujeita à capacidade dos espaços
09h30 às 18h00 - Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
19h00 às 20h00 - Livraria Solmar
ARTE & POLÍTICA - Possibilidades, virtudes e perversidades de uma relação (co-dependente) será o tema em análise na terceira edição da Periférica, que se realiza a 19 de janeiro na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
O seminário organizado pela Anda&Fala volta a reunir peritos portugueses e estrangeiros em torno de temas fulcrais para a comunidade artística e que impactam todas as esferas sociais. Os oradores e oradoras são convidados a cruzar perspetivas e a ensaiar, junto com o público, respostas a duas questões que se colocam centrais na abordagem à relação entre Arte e Política.
PROGRAMA
Arte & Política
Possibilidades, virtudes e perversidades de uma relação (co-dependente)
18.01
16h00 Circuito de visitas a espaços culturais em Ponta Delgada
18h00 Inauguração Galeria Fonseca Macedo
Coletiva Cosmografia, a história e outras cores, dos jovens artistas açorianos Beatriz Brum, Isabel Andrade e João Miguel Ramos, com curadoria de Luísa Cardoso
19.01
LOCAL: Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Largo do Colégio
09h30 Acolhimento
PRÓLOGO
10h00 Vídeo Screening (PT/ENG)
I. PODE A ARTE (VOLTAR A) MUDAR O MUNDO?
I.I. CASE STUDY
10h30 CUNTemporary, Giulia Casalini & Diana Georgiou (ENG)
GIULIA CASALINI & DIANA GEORGIOU são as co-diretoras da organização sem fins lucrativos “Arte Feminismo e Queer” (CUNTemporary) que trabalha exclusivamente com práticas feministas e queer. Desde 2012, já apresentaram mais de 600 artistas, produziram cerca de 30 projetos inéditos, entre os quais a exposição itinerante de vídeo Transitional States: Hormones at the Crossroads of Art & Science, 2018 (Project Space Plus, Lincoln; Peltz Gallery, Londres; CCCB, Barcelona; LABS Gallery, Bolonha) e o Deep Trash Festival, 2017-18, financiado pelo Arts Council England.I.II. PERSPETIVAS
Intervenções de 20m
11h00 Vítor Belanciano (PT)
VÍTOR BELANCIANO Cientista social, jornalista, crítico de música, cronista, professor, contador de histórias e DJ. Foi um dos fundadores do coletivo CoolTrain Crew, percursores do drum & bass em Portugal, e integrou outros projetos musicais como o Clube Socialismo Tropical. Formou-se em Antropologia, com passagens anteriores pelos cursos de Direito e Sociologia, e trabalha há mais de dez anos no jornal Público onde aborda a cultura como uma “mistura de assuntos”, que “atravessa linguagens, é política, economia, sociedade, música, arte, ideias, é reflexão, análise e crítica sobre as práticas, é traduzir de forma simples realidades complexas, em vez de dividir, assimilar”.
11h30 Nicolas de Oliveira (ENG)
NICOLAS DE OLIVEIRA é curador, escritor e académico. Publicou inúmeros livros sobre instalação (Installation art) e monografias de artistas. É coordenador do curso de mestrado Curating the Contemporary na London Metropolitan University em parceria com a Whitechapel Gallery. Foi co-fundador do Museum of Installation e dirigiu várias galerias independentes, com curadoria de múltiplas exposições e a direção de uma editora independente, a Mulberry Tree Press, especializada em publicações de artistas e edições em vinil.
Atualmente co-dirige a Galeria SE8 com Nicola Oxley, um espaço vocacionado para projetos de artistas contemporâneos estabelecidos e emergentes no Reino Unido e noutras geografias, apoiando-os na produção e apresentação de novos trabalhos e publicações.
12h00 Coffee break
I.III. PERSPECTIVAS CRUZADAS
Mesa-redonda: cada orador(a) lança uma pergunta à mesa e a discussão abre-se à plateia. Serão distribuídos previamente cartões de perguntas pela plateia e os participantes poderão também colocar perguntas diretas à mesa. Bilíngue PT/ENG.
12h15 Giulia Casalini & Diana Georgiou, Vitor Belanciano, Nicolas de Oliveira
13h00 Almoço
INTERLÚDIO
15h00 AVENIDA 211 (2018), Francisca Manuel (PT/ENG)
Vídeo screening
Entre 2006 e 2014, um edifício na Avenida da Liberdade em Lisboa foi espaço para cerca de cinquenta artistas nacionais e internacionais, na ideia de desenvolverem a sua prática artística. Ao longo destes anos, aconteceram uma série de eventos incluindo concertos, improvisações, performances, workshops, aulas e maioritariamente exposições coletivas e individuais. Após o surgimento do Novo Banco, o espaço Avenida foi vendido por milhões de euros, para dar lugar a um condomínio de luxo. Aqui o próprio edifício é retratado como uma personagem, acolhendo alguns depoimentos fantasma de artistas que por ali passaram. Realização, Imagem e Montagem: Francisca Manuel | Som: Tomás ven der Osten | Correção de cor: Arena Filmes. A partir de depoimentos dos artistas: André Guedes, Gonçalo Sena e Pedro Neves Marques
II. QUE POLÍTICAS GEREM O MUNDO DA ARTE?
II.I. CASE STUDY
15h10 MANIFESTO em defesa da Cultura, Pedro Penilo (PT)
PEDRO PENILO (Lisboa, 1964), artista e dirigente do Manifesto em defesa da Cultura. Frequentou a Escola António Arroio. Obteve, em 1996, o grau de Mestre, em Artes Plásticas - Criação Intermédia, da Academia de Artes Plásticas de Praga, cidade onde viveu de 1988 a 1999. Foi actor, fotógrafo, redactor, desenhador gráfico, ilustrador, cenógrafo, criativo publicitário, professor e coordenador de projectos de arte e de intervenção social. Expôs em Praga, Ostrava, Zlín, Budapeste, Berlim, Basileia, Bona, Nova Iorque, Lisboa e outras. Nos últimos anos, destacam-se os seus projectos 8!8!8!, sobre a luta pela redução do horário de trabalho, para o Festival de Teatro de Almada (2008); anunciação afeganistão, para a exposição Object Perdu, na Plataforma Revólver (2010); duas cenografias para o Teatro Fórum de Moura (2011-2012); o blogue-cartoon Que diz o pivô (2008-2011); o trabalho de ilustração para a edição portuguesa do Le Monde Diplomatique (desde 2012); e o projecto Aldeia Poema, intervenção na aldeia de Santo Amador, Moura (2012-13). É membro da coordenação nacional do movimento Manifesto em defesa da Cultura, primeiro sujeito político no país especificamente orientado para a luta por uma política cultural alternativa, de democratização, de construção de um serviço público de cultura e de responsabilização do Estado, que contrariem a mercantilização da cultura e da arte, com maior investimento humano, logístico e financeiro, com a atribuição de 1% do PIB para a Cultura.
II.II. PERSPETIVAS PERSPECTIVES
Intervenções de 20m
15h40 Marta Lança (PT)
Lisboa (1976). Licenciatura em Estudos Portugueses, doutoranda em Estudos Artísticos na FCSH. Os seus temas de pesquisa passam pelo debate pós-colonial, programação cultural, processos de memorialização e estudos africanos. Criou publicações indepedentes: V-ludo (1998-01), Dá Fala (Cabo Verde 2004), Jogos Sem Fronteiras (2008 co-ed) e, desde 2010, é editora da plataforma BUALA. Como jornalista trabalhou em várias publicações em Portugal (Público, DN, LER, Le monde Diplomatique, Sinais de Cena) e em Angola (Revista Austral, Novo Jornal e Rede Angola). Traduziu para o Le monde Diplomatique, livros de Maxence Fermine, Jacques-Pierre Amettea, Asger Jorn e Achille Mbembe. Em Luanda lecionou na Universidade Agostinho Neto, colaborou com a I Trienal de Luanda e com o Festival Internacional de Cinema (2005-8) e num projeto sobre Economias Criativas (Inst. Camões 2018), em Maputo com o Dockanema (2009), e passa temporadas no Brasil. Como programadora: Roça Língua, encontro de escritores lusófonos do qual resultou um livro de contos (S. Tomé e Príncipe 2011); o ciclo Paisagens Efémeras dedicado a Ruy Duarte de Carvalho (Colóquio, Exposição e Ciclo de Cinema, Galeria Quadrum, Lisboa, 2015); com Rita Natálio, concebeu o programa Expats, para o FITEI (2015); o programa Vozes do Sul para o Festival do Silêncio (2017); conferências do projeto NAU! Do TEP (2018) e, com Raquel Lima, o ciclo Para nós, por nós” produção cultural africana e afrodiaspórica em debate (2018). Fez pesquisa e produção nas séries Eu Sou África (RTP2 2010), Triângulo (Portugal, Brasil e Angola2012), No Trilho dos Naturalistas (Terratreme 2012-16). Faz parte do grupo de consultores para o Memorial às Pessoas Escravizadas (projeto da DJASS), organiza, com o Goethe Institut, Mapa Digital sobre Lisboa colonial ontem e hoje.
16h10 Pedro Lapa (PT)
PEDRO LAPA é professor auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi diretor artístico do Museu Coleção Berardo entre 2011 e 2017 e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, entre 1998 e 2009. Foi também curador da Ellipse Foundation e professor convidado da Escola das Artes da Universidade Católica de Lisboa. É doutorado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autor de muitas publicações no domínio da arte moderna e contemporânea, de entre as quais se destacam Joaquim Rodrigo, a contínua reinvenção da pintura (2016); História e Interregnum. Três obras de Stan Douglas (2015); Arte Portuguesa do Século XIX (1850-1910); Arte Portuguesa do Século XX (1910-1960), James Coleman (2005). Comissariou muitas exposições em todo o mundo, das quais se destacam Amadeo de Souza-Cardoso (Museu Pushkin, Moscovo), James Coleman (MNAC-MC, Lisboa), Stan Douglas, Interregnum (Museu Coleção Berardo, Lisboa) ou as coletivas More Works About Buildings and Food (Hangar K7, Oeiras), Disseminações (Culturgest, Lisboa), Cinco Pintores da Modernidade Portuguesa (Fundació Caixa Catalunya, Barcelona; Museu de Arte Moderna, São Paulo). Em 2001 foi o curador da representação portuguesa à Bienal de Veneza.
Foi co-autor, em 1999, do primeiro catálogo raisonné realizado em Portugal, dedicado à obra de Joaquim Rodrigo. O Grémio Literário atribuiu-lhe o Grande Prémio de 2008 pelo seu ensaio Columbano Bordalo Pinheiro, uma arqueologia da modernidade. Em 2010 o Ministro da Cultura de França, Frédéric Mitterrand, concedeu-lhe a distinção de Chevalier de l`Ordre des Arts et des Lettres.
II.III. PERSPECTIVAS CRUZADAS
Mesa-redonda: cada orador(a) lança uma pergunta à mesa e a discussão abre-se à plateia. Serão distribuídos previamente cartões de perguntas pela plateia e os participantes poderão também colocar perguntas diretas à mesa. Bilíngue PT/ENG.
16h40 Pedro Penilo, Marta Lança, Pedro Lapa
EPÍLOGO
17h30 SÍNTESE DO SEMINÁRIO
17h55 NOTAS FINAIS
Jesse James e Sofia Carolina Botelho (PT)
18h00 Encerramento
BIBLIOGRAFIA
LOCAL: Livraria Solmar
19h00 Sessão de leitura e autógrafos
Conhecer e adquirir uma seleção temática de edições, títulos recomendados pelo(a)s oradore(a)s ou da sua autoria.
- O programa poderá sofrer actualizações
- Algumas intervenções, vídeos e outros conteúdos serão apresentados exclusivamente na língua inglesa ou na língua portuguesa
TIVAS PERSPECTIVES

Arte & Política Art & Politics
Possibilidades, virtudes e perversidades de uma relação (co-dependente)
Possibilities, virtues and perversities of a (codependent) relashionship
18 – 19.01.2019
Ponta Delgada, Açores
ENTRADA LIVRE FREE ADMISSION
Sujeita à capacidade da sala Subject to room capacity
18.01
16h00 Circuito de visitas a espaços culturais em Circuit of visits to cultural venues in Ponta Delgada
18h00 Inauguração Opening Galeria Fonseca Macedo
Coletiva Group show Cosmografia, a história e outras cores, dos jovens artistas açorianos Beatriz Brum, Isabel Andrade e João Miguel Ramos, com curadoria de Luísa Cardoso
19.01
LOCAL: Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Largo do Colégio
09h30 Acolhimento Welcoming
PRÓLOGO PROLOGUE
10h00 Vídeo Screening (PT/ENG)
I. PODE A ARTE (VOLTAR A) MUDAR O MUNDO? CAN ART CHANGE THE WORLD (AGAIN)?
I.I. CASE STUDIE
10h30 CUNTemporary, Giulia Casalini & Diana Georgiou (ENG)
I.II. PERSPETIVAS PERSPECTIVES
Intervenções de 20m Interventions of 20m
11h00 Vítor Belanciano (PT)
11h30 Nicolas de Oliveira (ENG)
12h00 Coffee break
I.III. PERSPECTIVAS CRUZADAS CROSS PERSPECTIVES
Mesa-redonda: cada orador(a) lança uma pergunta à mesa e a discussão abre-se à plateia. Serão distribuídos previamente cartões de perguntas pela plateia e os participantes poderão também colocar perguntas diretas à mesa. Bilíngue PT/ENG.
Round table: each speaker poses a question to the table and the discussion opens to the audience. Question cards will be distributed in advance and the participants will also be able to ask questions directly to the table. Bilingual PT/ENG.
12h15 Giulia Casalini & Diana Georgiou, Vitor Belanciano, Nicolas de Oliveira
13h00 Almoço Lunch
INTERLÚDIO INTERLUDE
15h00 AVENIDA 211 (2018), Francisca Manuel (PT/ENG)
Vídeo screening
II. QUE POLÍTICAS GEREM O MUNDO DA ARTE? WHAT POLITICS RUN THE ART WORLD?
II.I. CASE STUDIE
15h10 MANIFESTO em defesa da Cultura, Pedro Penilo (PT)
II.II. PERSPETIVAS PERSPECTIVES
Intervenções de 20m Interventions of 20m
15h40 Marta Lança (PT)
16h10 Pedro Lapa (PT)
II.III. PERSPECTIVAS CRUZADAS CROSS PERSPECTIVES
Mesa-redonda: cada orador(a) lança uma pergunta à mesa e a discussão abre-se à plateia. Serão distribuídos previamente cartões de perguntas pela plateia e os participantes poderão também colocar perguntas diretas à mesa. Bilíngue PT/ENG.
Round table: each speaker poses a question to the table and the discussion opens to the audience. Question cards will be distributed in advance and the participants will also be able to ask questions directly to the table. Bilingual PT/ENG.
16h40 Pedro Penilo, Marta Lança, Pedro Lapa
EPÍLOGO EPILOGUE
17h30 SÍNTESE DO SEMINÁRIO SYNTHESIS OF THE SEMINAR
17h55 NOTAS FINAIS FINAL NOTES
Jesse James e Sofia Carolina Botelho (PT)
18h00 Encerramento Closure
BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAPHY
LOCAL: Livraria Solmar
19h00 Sessão de leitura e autógrafos Reading and book signing session
Conhecer e adquirir uma seleção temática de edições, títulos recomendados pelo(a)s oradore(a)s ou da sua autoria.
To know and acquire a thematic selection of editions, titles recommended or written by the speakers.
- O programa poderá sofrer actualizações The program may be updated.
- Algumas intervenções, vídeos e outros conteúdos serão apresentados exclusivamente na língua inglesa ou na língua portuguesa Some interventions, videos and other contents will be presented exclusively in English or Portuguese.